FIA rejeita segundo protesto da Mercedes e confirma título de Verstappen na F1 2021

A Mercedes reclamou duas vezes, a FIA negou ir adiante com os dois protestos. Assim, Max Verstappen é campeão mundial.

13 DEZ 2021   |   Por Jornalismo  |   10:12
Foto: Reprodução/Redes Sociais/FIA
FIA rejeita segundo protesto da Mercedes e confirma título de Verstappen na F1 2021
FIA rejeita segundo protesto da Mercedes e confirma título de Verstappen na F1 2021

A Mercedes fez dois protestos aos momentos finais do GP de Abu Dhabi deste domingo (12), que definiu o campeonato 2021 da Fórmula 1, mas nenhum prosperou. A FIA anunciou, quase quatro horas depois do final da corrida, que negou ir adiante com o protesto da Mercedes pela liberação de retardatários para que retomassem a volta perdida sob safety-car e, assim, Max Verstappen se aproximasse de Lewis Hamilton. Verstappen é campeão mundial de Fórmula 1.

O protesto da Mercedes foi baseado no artigo 48.12 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1, que fala sobre a mensagem que é deve ser enviada a todas as equipes de que os “todos os carros retardatários devem se separar agora”. Ainda, a regra deixa claro o momento de reinício da corrida. “A menos que o diretor da prova considere que a presença do safety-car ainda é necessária, uma vez que o carro da última volta tenha ultrapassado o líder, o safety-car voltará aos boxes no final da próxima volta.

Se o diretor da prova considerar que as condições da pista não são adequadas para ultrapassagens, a mensagem ‘ultrapassagens não serão permitidas’ será enviada a todos os competidores através do sistema oficial de mensagens.

Esse item sugere também que, com a mensagem dirigida aos retardatários comunicada na volta 57 do GP de Abu Dhabi, o reinício só poderia ocorrer no final da volta seguinte, a 58ª, portanto sob a bandeira quadriculada.

O Artigo 15.3 permite ao diretor de corridas controlar o uso do safety-car, o que, em nossa determinação, inclui sua chamada e retirada. Ainda que o Artigo 48.12 não tenha sido totalmente aplicado, em relação ao safety-car voltar ao pit-lane no fim da volta seguinte, o 48.13 substitui isso e, cada vez que a mensagem ‘safety-car sai nesta volta’ aparece, é obrigatório que a retirada do safety-car saia no fim daquela volta [em que a mensagem foi divulgada]. Apesar do pedido da Mercedes para os comissários remediassem a situação remendando a classificação para refletir as posições do fim da penúltima volta, este é um passo que os comissários acreditam efetivamente encurtar a corrida em retrospectiva e, portanto, não é apropriado. Por isso, o protesto está negado”, disse a decisão dos comissários da FIA.

A Mercedes anunciou logo após a corrida que faria uma reclamação oficial por situações das últimas voltas: o fato de somente os retardatários que estavam entre Hamilton e Verstappen receberem o direito de recuperar a volta que tinham perdido em relação aos líderes, e uma possível ultrapassagem de Verstappen ainda com o safety-car na pista.

Ficou muito evidente logo na hora em que aconteceu que a Mercedes ficara revoltada. No rádio, antes da bandeira quadriculada, Toto Wolff, chefe dos anglo-alemães, foi à comunicação direta com o diretor de provas da FIA, Michael Masi, e reclamou. “Não, Michael, não é assim que se faz”, falou.

Às 15h18 (de Brasília), cerca de 3h30min após o final da corrida, e após receberem os membros da Mercedes e seus advogados para uma reunião, os comissários concluíram sobre a primeira das reclamações: nada a punir no que diz respeito à ultrapassagem sob safety-car.

Os comissários determinaram que, embora o carro #33 tenha se movido ligeiramente à frente do carro #44 num momento, por um período muito curto, no momento em que os dois carros estavam acelerando e freando, ele voltou atrás do carro #44 e não foi para a frente quando terminou o período do safety-car”, referendou a decisão dos comissários da FIA.

A promessa era de divulgar a decisão final às 15h45, mas na hora combinada a FIA chamou de volta à sala dos comissários membros das duas equipes. A decisão viria um pouco mais tarde. Negado.

ENTENDA O CASO

A vitória do GP de Abu Dhabi e o título em favor de Lewis Hamilton pareciam encaminhados. Só que a história da corrida e da decisão do campeonato mudou quando Nicholas Latifi bateu firme no guard-rail da curva 14 quando restavam cinco voltas para a bandeirada final. O safety-car entrou na pista e neutralizou a vantagem de 11s5 que Hamilton tinha para Verstappen.

Naquele momento, a Red Bull deu o pulo do gato crucial para o título do holandês ao aproveitar o período de safety-car para chamá-lo para trocar os pneus duros por compostos macios. Era o tudo ou nada para tentar superar Hamilton. Diferente dos taurinos, a Mercedes foi conservadora e não chamou o britânico para uma nova troca.

Depois do pit-stop, Verstappen voltou em segundo, mas com cinco carros entre ele e Hamilton: Lando Norris, Fernando Alonso, Esteban Ocon, Charles Leclerc e Sebastian Vettel. Num primeiro momento, os retardatários não tiveram permissão para descontar a volta para o líder. Mas depois da chiadeira por parte da Red Bull, Michael Masi voltou atrás e autorizou a medida. Só que apenas os carros que estavam entre Hamilton e Verstappen foram autorizados a descontar a volta para o líder.

Ainda sob período de safety-car, a Mercedes alegou que Verstappen colocou o carro ligeiramente à frente da Mercedes de Hamilton, o que é vetado pelo regulamento. Logo depois, na relargada, o holandês tirou proveito da melhor performance dos pneus macios contra os compostos duros de Hamilton e fez a ultrapassagem. Aguerrido, Lewis lutou para recuperar a posição, mas não evitou o triunfo e o título histórico obtido por Verstappen em Abu Dhabi.

Imediatamente após a derrota no GP de Abu Dhabi, a Mercedes dois protestos na direção de prova contra o novo campeão mundial Max Verstappen. A alegação da equipe alemã é de que o holandês violou o Artigo 48.8 do código esportivo da FIA, que proíbe que os pilotos ultrapassem sob período de safety-car.

A segunda alegação é uma violação do código 48.12, que fala sobre os retardatários no período de safety-car, já que Lando Norris, Fernando Alonso, Esteban Ocon, Charles Leclerc e Sebastian Vettel foram autorizados a ultrapassarem os líderes e o safety-car, mas a corrida foi autorizada a ser reiniciada sem o espaço de uma volta para que o pelotão fizesse o esforço para se aproximar.

 

Fonte: Grande Prêmio

















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