Polícia Federal apura desvio de verba na educação em Lavrinhas

As investigações começaram há cerca de um ano e apurou indícios de direcionamento de licitações e superfaturamento em aquisições da prefeitura

20 NOV 2020   |   Por Jornalismo  |   08:55
Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, ao longo da manhã desta quinta-feira (17), uma operação para investigar desvio de verbas pública destinada à educação de Lavrinhas. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Lavrinhas, Cruzeiro e Mogi das Cruzes.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram há cerca de um ano e apurou indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento nas aquisições e desvio de combustíveis e lubrificantes no âmbito de contratos firmados com a prefeitura da cidade.

A PF informou ainda que houve falta de competitividade dos certames e apresentação de documentação falta como atestados de desempenhos para o fornecimento de combustível. Além de uma incompatibilidade entre os valores pagos aos fornecedores e os que seriam devidos.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já havia apontado contratos irregulares, em razão do preço contratual vigente superior ao de mercado, ausência no controle nos abastecimentos e dubiedade nos extratos de lançamentos apresentados pela prefeitura, que muitas vezes, apresentava uma quantidade abastecida superior à capacidade do reservatório de combustível.

Ao todo, 16 policiais federais realizaram a operação, que finalizou às 11h. As equipes foram até endereços como Prefeitura de Lavrinhas, Secretaria de Transporte, postos de gasolina e na residência do dono do posto.

A Prefeitura de Lavrinhas informou que “que colaborou plenamente com as autoridades e permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, reafirmando o compromisso desta gestão com a ética, moralidade, integridade e a transparência”, diz trecho da nota. “Os detalhes desta operação foram recebidos através de lamentável vazamento à impressa, eis que esta operação é oriunda de processo cautelar sigiloso, em que a própria Prefeitura Municipal não teve acesso”, finaliza.


Fonte: Meon

















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