RMVale terá mais mortes do que nascimentos até 2050, diz Seade

06 DEZ 2018   |   Por Jornalismo  |   09:49
Foto: Reprodução

Vinte e nove cidades da RMVale terão mais mortes do que nascimentos até 2050, o que causará uma redução da população. Eles registrarão taxas negativas de crescimento populacional, como em São José dos Campos, Taubaté, Jacareí e Guaratinguetá.

O levantamento foi feito pela Fundação Seade e mostra que 76% dos municípios paulistas (494) registrarão mais óbitos do que nascimentos até 2050.

A partir de 2030, na região, esse efeito começará a ser sentido em nove cidades, entre elas Guaratinguetá, Aparecida e Cunha.

Até o ano de 2050, 28 cidades da região terão taxa negativa de crescimento populacional, incluindo os maiores municípios da região.

Já os quatro municípios do Litoral Norte e mais outros sete do Vale escaparão dessa sina, mantendo taxa positiva.

IDADE

No geral, a idade média da população que era 24 anos em 1950 e de 30 anos em 2000, deverá alcançar 44 anos em 2050, passando de um padrão de população muito jovem, para um outro patamar, de população adulta jovem.

De acordo com projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população com mais de 60 anos no Vale passará das atuais 344,5 mil pessoas para 866,4 mil em 2060, crescimento de 32%. O envelhecimento trará desafios para áreas como saúde, mobilidade e segurança.

O estudo do Seade mostra também que a região terá um efeito migratório em expansão, com moradores trocando de cidades com maior frequência.

Até 2020, 21 municípios (54% do Vale do Paraíba) perderão mais habitantes do que ganharão ao passo que, entre 2040 e 2050, o inverso acontecerá: 25 cidades (64%) receberão mais moradores vindos de fora.

População com mais de 60 anos passará de 14% para 32% do total em todo o Vale

Projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a população com mais de 60 anos, que hoje representa 14% da RMVale, será 32% dos moradores em 2060. Os jovens farão o caminho inverso, caindo de 27% para 19%. Os mais velhos saltarão de 344,5 mil para 866,4 mil, um recorde entre todas as faixas etárias.

Crianças e jovens de até 19 anos passarão de 655,6 mil para 525,2 mil, queda de 19,89%. De 20 a 39 anos perderão 21,22% (de 803,7 mil para 633,2 mil) e entre 40 e 59 anos crescerão 5,23% (de 642,5 mil para 676,1 mil).

'Queda do crescimento e mais longevidade deverão trazer desafios para os municípios'

Para a gerente Demográfico da Fundação Seade, Bernadette Waldvogel, a queda da taxa de crescimento, o desequilíbrio entre mortes e nascimentos e o aumento da longevidade trarão desafios complexos aos municípios.

"Trará uma mudança radical para o planejamento das cidades. Associada à longevidade, isso fica mais complexo. O importante é encarar e planejar o futuro desde agora", disse.

Segundo ela, o movimento de desmembrar municípios que ocorreu nos anos 1990, com o Estado alcançando 645 cidades, pode ter um efeito contrário nas próximas décadas, com pequenas cidades se aglomerando. "Papel nosso é de fazer essas projeções e sinalizar. Poder público, economistas e planejadores têm que analisar e buscar soluções".


Fonte: OVale

















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