Emprego industrial cresce menos de 1% na RMVale após a reforma

19 OUT 2018   |   Por Jornalismo  |   10:34
Foto: Reprodução

Em 11 meses após a aprovação da reforma trabalhista, em novembro do ano passado, o setor industrial da RMVale gerou 150 postos de trabalho, média de um novo emprego a cada dois dias.

O saldo representa um crescimento de 0,15% no total de vagas geradas nas indústrias da região em 11 meses, com 99,7 mil postos de trabalho em setembro deste ano contra 99,5 mil, em novembro do ano passado.

É pouco para reduzir o corte de 20% dos empregos industriais provocado pela grave crise econômica.

As vagas no setor industrial, que é o terceiro maior empregador de toda a região -- perde para serviços e comércio --, caíram de 123,4 mil em janeiro de 2014 para 99,7 mil, em setembro deste ano.

O levantamento foi realizado com dados oficiais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté), mesmo que o parque industrial do Vale seja um dos mais desenvolvidos, é preciso diversificar para gerar mais empregos.

"As indústrias da região precisam fabricar mais, principalmente carros, peças, máquinas e equipamentos. Mesmo nos segmentos de petróleo e químico, importamos mais do que produzimos", afirmou.

FORA DA CURVA

O mês de agosto foi o pior para a indústria da região desde 2012 e anulou o resultado positivo registrado até julho, quando o setor alcançou 100,7 mil postos de trabalho no Vale, 1.050 vagas a mais do que em novembro, aumento de 1,05%.

Mas em agosto a indústria da região cortou 1.100 postos de trabalho, segundo o Ciesp, com uma tímida recuperação de 50 empregos criados em setembro.

Analisando todos os setores da economia, não apenas o industrial, a reforma trabalhista também não surtiu o efeito esperado no Vale.

Entre novembro de 2017 e agosto deste ano, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo na região é de -47 empregos, com a construção civil perdendo a maior parte das vagas (-1.050) e depois a indústria (-677).

Na contramão, o setor de serviços gerou 2.457 postos de trabalho após a reforma.

No período, o setor comercial perdeu 101 vagas e a administração pública reduziu 383 empregos no mesmo período.

"Como os empregos no setor de serviços normalmente pagam menos, criaram-se mais empregos nesse segmento na região", disse Trajano.


Fonte: OVale
















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