'Caçador de relíquias' busca artefatos da Revolução Constitucionalista de 1932

Em um ano e meio de buscas, em áreas onde ocorreram as batalhas, funcionário público acredita já encontrou mais de dois mil itens, entre granadas, munições, cápsulas de fuzis.

Foto: Arquivo Pessoal
'Caçador de relíquias' busca artefatos da Revolução Constitucionalista de 1932
Itens são doados para PM, museus e escolas

urioso sobre a história da Revolução Constitucionalista de 1932, um funcionário público de Queluz (SP) criou um detector de metais para vasculhar regiões no Vale do Paraíba que foram cenário de embates. Ele procura relíquias da 'guerra paulista'. Em um ano e meio de trabalho, ele estima que já encontrou mais de dois mil artefatos.

O movimento é celebrado no estado de São Paulo nesta segunda-feira (9), feriado da Revolução. A revolta armada teve início em julho de 1932 e tinha como objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a instalação de uma nova Assembleia Constituinte. Foram três meses de conflito entre São Paulo e o resto do país.

Algumas das cidades onde ocorreram os conflitos foram Guaratinguetá, Queluz e Cruzeiro. Somente em Cruzeiro, mais de 800 homens morreram no túnel ferroviário que divide os estados de São Paulo e Minas Gerais.

O caçador de relíquias Felipe Oliveira, de 34 anos, conta que cresceu ouvindo histórias da Revolução e sempre foi curioso para conhecer os campos de batalha. “Um dia eu estava assistindo um programa de TV americano onde tinha gente usando um detector de metal. Como eu tenho uma noção de eletrônica, resolvi fazer um também e fui atrás dos locais onde aconteceram as batalhas”, contou.

O lugar que ele mais encontrou artefatos foi no Morro da Pedreira, em Queluz. Ele acredita que já encontrou mais de dois mil itens, desde cápsulas de fuzil até munições de canhão de 75mm. Um dos itens mais curiosos que já encontrou foi uma moeda de 2 mil réis de 1930.

“Não é difícil encontrar, tem alguns que não precisam nem escavar porque estão bem na superfície. Como peguei gosto, troquei meu detector de metal para um industrializado”, contou.

Segundo ele, a maioria dos itens encontrados foram doados para os quarteis da Polícia Militar, museus e escolas. "Acho que o meu trabalho ajuda na preservação da memória dos combatentes e a memória da indústria paulista que foi capaz de suprir as tropas com armamentos e explosivos", afirma.

Fonte: G1

















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